CAPÍTULO 9 - SEMPRE AMEI VOCÊ
— Pelo nosso aniversário de dois meses. Kênia olhou para uma caixinha que Vitório lhe estendia. Ambos estavam sobre uma grande cama, nus, em um motel sofisticado um pouco afastado da cidade. A princípio, ela se perguntou que dois meses eram aqueles. Depois se deu conta que era o aniversário da primeira vez que transaram. — Ah, que fofo. Você lembrou. Ela pegou a caixinha que Vitório lhe estendia e voltou seus olhos para o amante. A expressão dele era tão apaixonada que Kênia fez força para segurar o riso. Cada dia mais se convencia que ele estava na sua mão. Curiosa, ela abriu a caixa. Um bracelete cravejado de zircônias coloridas quase a ofuscou. Era tão lindo que Kênia fez questão de colocar imediatamente no pulso. — Uau, Vitório. É demais! Obrigada, meu amor. Ambos trocaram um beijo. Vitório, sorrindo, lhe acariciou o rosto. — Você me faz tão bem... – murmurou ele. — Separa dela. Ele levou um susto e chegou a ir para trás. — Como é? Kênia o encarou, séria. — Você é surdo, Vitó...